Desenvolver conhecimentos sobre os tipos de arranjos físicos e suas aplicações no campo da Gestão Industrial.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2021
terça-feira, 19 de janeiro de 2021
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Universidades propõem áreas de pesquisas
O Parque Tecnológico de Sorocaba, cuja previsão para a conclusão do imóvel é para o final de 2011, continua na fase da preparação do solo, mas são inúmeras as propostas levadas à Prefeitura por universidades interessadas em instalar centros de pesquisas para desenvolver novas tecnologias. Foi o que revelou ontem o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Mário Tanigawa. Temos áreas o suficiente para muitas universidades. Quanto maior o número de pesquisadores será útil para o desenvolvimento da indústria da região, disse Tanigawa. Serão aceitas as propostas que atendam as necessidades do Parque Tecnológico por meio de departamentos na área de pesquisas, como em mestrado e doutorado. Segundo ele, não haverá cursos de graduação no Parque Tecnológico.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, a Pontifícia Universidade de São Paulo demonstrou interesse em promover pesquisas em bioengenharia. Por sua vez, a Universidade de Sorocaba, pretende pesquisar na área farmacêutica e a Faculdade de Engenharia de Sorocaba nas áreas de tecnologia da construção civil e energias alternativas. Tanto a Universidade Federal de São Carlos como a Universidade Estadual de São Paulo também já demonstram interesse para estudos, mas em áreas ainda a serem desenvolvidas. Existe ainda a expectativa de atração de pesquisadores de universidades de outros Estados e países. Quanto aos critérios para selecionar quais pesquisas serão realizadas, Tanigawa afirmou que, neste momento, o Parque Tecnológico está sendo analisado para a elaboração da lei de gestão. Ela definirá os parâmetros e condições para as universidades e empresas instalarem-se. A intenção é que tal lei seja publicada ainda em 2010.
Quanto a participação das empresas, o secretário Tanigawa informou que a Toyota estuda como participará e há interesse de investidores para a instalação de um laboratório de testes automotivos e que seria o único na América Latina para certificar veículos, elevando a segurança de toda a linha automotiva. Trata-se do Crash Test, um laboratório que, da forma como o projeto está sendo proposto, talvez existam outros três no mundo, sendo um nos Estados Unidos, (um) na Europa e outro no Japão, declarou.
Vocação
Sorocaba é uma cidade com porte industrial nas áreas de metal e mecânica, envolvendo eletroeletrônica, mecatrônica, área de energia e principalmente voltada à automobilística e automotiva. Com isso, Tanigawa vê que o desenvolvimento de tecnologias para veículos tenha peso no Parque Tecnológico de Sorocaba. Mas enfatiza que ele terá função multidisciplinar, já que atenderá toda a região sudoeste do Estado e, com exceção de Sorocaba e vizinhas, as demais cidades têm vocação agrícola, o que deverá gerar demanda para pesquisas na área da agroindústria.
Estradas
Até o final de novembro, segundo o secretário municipal, já devem estar concluídos todos os estudo para iniciar a execução das obras de acesso ao Parque Tecnológico. Mário Tanigawa prevê para este ano o início das obras de asfaltamento da via com 2,5 quilômetros que ligará o Parque Tecnológico e a Toyota à rodovia Castello Branco (SP-280). Neste meio tempo, serão feitos estudos para, posteriormente, construir uma das faixas que fará ligação com a avenida Itavuvu.
Orçamento
Por conta da instalação do Parque Tecnológico, o orçamento para 2011 da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Sorocaba cresceu 283% quando comparado com o atual ano. Ontem, o secretário explicou que a previsão é que sejam investidos R$ 13,487 milhões no Parque no próximo ano, dos quais, R$ 12 milhões provenientes de verbas do Governo do Estado.
sábado, 21 de agosto de 2010
1. Introdução / Fundamentos
Parte I
1. Introdução / Fundamentos
1.1. Tipos de operações
1.2. Tipos de transformação
1.3. Tipos de serviços
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
qOs Primórdios
qA Revolução Industrial
qA Produção Centrada no Produto
v A indústria Automobilística
v FORD e a Produção em massa
qA Produção centrada no Marketing e no Produto
qA Produção centrada na Tecnologia
qA Produção centrada no Fator Humano
Produção em Massa (ou fordismo) acrescentou alguns princípios no sistema anterior, tais como: fluxo, foco nos preços e custos, economias de escala, padronização do produto, organização hierárquica e integração vertical.
qProdução Enxuta-Sistema Toyota de Produção (STP):
O STP opõe-se ao estabelecimento de estoques de amortecimento, eliminando suas justificativas de ocorrência, utilizando, respectivamente:
a) TPM - Eliminação de quebras de máquinas;
b) Poka-Yoke (zero defeito);
c) Sistema SMED / Set up (Single Minute Exchange of Die - Troca Rápida de Ferramenta);
d) Diminuição do lead-time (tempo de atravessamento) através da adoção do Sistema SMED e da pré-automação;
e) Produção nivelada;
f) Sincronização.
1.1 Formas de Produzir
qConforme o ambiente da demanda, existem quatro abordagens:
· MTS (make-to-stock) quando a customização é baixa, a rapidez de resposta é alta ou baixa, podendo ser o estágio de diferenciação cedo ou tarde; Ex: Macdonald´s, Eletrodomésticos
· MTO (make-to-order) quando a rapidez de resposta é baixa, a customização alta, podendo ser o estágio de diferenciação cedo ou tarde;Ex: Burger King, Dell, Bicicletas Panasonic (Matsushita)-20 a 30% de ganhos em relação à produzida em massa, adequa-se a cor, tamanho,peso, fábrica tem 21 funcionários, a loja mede em um aparelho as características do cliente (especificações), envia por código de barras para a linha de produção as informações, para os estágios e os robôs sabem onde é para soldar ou não
1.2 Tipos de processos de Manufatura e Serviços
| Tipo de Processo | Exemplos | Características |
| | | |
| Projeto | –construção de uma estrada –construção de um navio –produção de um filme - construção de um shopping center; - desenvolvimento de um novo software; | –alto grau de personalização –grande contato com o cliente –o projeto toma (ou pode tomar) mais tempo que a execução Os custos fixos associados a esse tipo de processo não são elevados, se comparados aos processos que operam com elevados volumes. Os custos variáveis, entretanto, podem se tornar elevados em virtude dos recursos humanos especializados e dos equipamentos específicos necessários para viabilizar a fabricação do produto demandado. |
| | | |
| JOB (tarefa) | –produção de ternos sob medida por alfaiate –restauração de móveis antigos –produção de convites de casamento | –forte ligação com o cliente (personalização) –processos ocorrendo em paralelo Os produtos, a exemplo do processo de projeto, são fabricados de acordo com solicitações dos clientes, não sendo produzidos de forma antecipada e estocados. As necessidades específicas do novo cliente são desconhecidas e a ocasião de novos pedidos pelo mesmo cliente é imprevisível. Cada novo pedido é encarado como uma nova “tarefa”. |
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| LOTES | –produção de peças para carros –produção de pães | –bateladas (em função do mercado ou da capacidade produtiva) –evitar estoques excessivos |
| | | |
| MASSA | –produção de automóveis –produção de CDs | –grandes quantidades –produção em série (linha de produção) –projeto único utilizado para quantidade grande de itens produzidos (diluição dos custos de projeto) |
| CONTÍNUA (FLUXO) | –produção de petróleo –indústria siderúrgica –tratamento de água • | –pouca necessidade de interação com o cliente –grandes volumes –produção ininterrupta Um processo contínuo é o extremo da produção em grande volume e com produtos altamente padronizados, seguindo fluxos de linha rígidos (o que reduz em muito sua flexibilidade), |
À medida que aumenta a demanda por respostas mais rápidas na relação comercial entre clientes e fornecedores, maior é a pressão sobre os esses últimos para atender às necessidades de variedade dos clientes num intervalo de tempo cada vez menor. O caminho é desenvolver a flexibilidade nos sistemas de produção e de distribuição. Se fosse possível reduzir a zero todos os tempos de resposta, a flexibilidade total poderia ser atingida a baixo custo. Em outras palavras, os fornecedores poderiam responder a qualquer solicitação que fosse tecnologicamente plausível em qualquer quantidade e estariam aptos à customização em massa.
A customização em massa envolve a entrega de uma grande variedade de produtos ou serviços altamente personalizados, com extrema rapidez e a baixo custo. Dessa forma, os sistemas de customização em massa buscam capturar muitas das vantagens dos sistemas de produção em massa e dos sistemas de produção artesanal. Apesar de não ser apropriada a todos os produtos, a customização em massa oferece uma perspectiva diferente para o desenvolvimento de novos modelos de negócio.
Comparativo dos principais sistemas de produção
1.2.1 Produção em massa
A produção em massa envolve a produção eficiente de grandes quantidades de uma pequena variedade de itens. Uma estrutura organizacional fortemente burocratizada, com rígidos controles e definição da seqüência de operações, é bastante comum nesses sistemas. Esse tipo de organização leva a um alto grau de previsibilidade das operações e, conseqüentemente, a elevados níveis de eficiência em custo. Como os custos são baixos, os preços podem ser mantidos em patamares competitivos, o que é particularmente crítico para o caso das commodities.
1.2.2 Produção artesanal
A produção artesanal, por outro lado, envolve mão-de-obra altamente qualificada e flexível, freqüentemente motivada pelo desejo de criar produtos ou serviços únicos para cada cliente. Ela também envolve uma estrutura organizacional receptiva a mudanças. No entanto, essa estrutura possui baixa capacidade de monitorar e
controlar indicadores de qualidade e de produtividade ao longo do tempo. Por isso, os produtos artesanais tendem a apresentar maiores custos de produção.
1.2.3 Produção em massa com variedade
Uma vez que tempos de resposta zero não existem na maioria dos casos, a chave para flexibilidade na produção é o tempo de preparação, ou seja, o tempo gasto para mudar: mudar de um volume para outro, mudar da produção de uma variedade para outra1. Se o tempo de preparação é reduzido, o princípio das economias de escala – que é à base dos sistemas de produção em massa – pode ser conjugado ao princípio das economias de escopo – que é à base dos sistemas de produção em massa com variedade. As economias de escala são baseadas em volume e implicam grandes lotes de produção com poucas trocas de produto. As economias de escopo são baseadas na produção de pequenas quantidades de grande variedade de tipos, apesar da exigência de maior troca de ferramentas e dispositivos.
As duas formas de produção tendem a se ancorar na antecipação dos estoques em relação ao consumo com base em previsões de vendas; na produção em massa com variedade ocorre a antecipação pelo menos até certo ponto das operações de produção. Em outras palavras, esses sistemas de produção tendem a ser organizados com base em políticas de estoque empurradas.
Na produção em massa com variedade, os clientes escolhem um dentre um conjunto de opções pré-definidas de produtos acabados. Um projeto do produto modular e a existência de partes intercambiáveis permitem que as operações iniciais de produção sejam decididas com base em previsões de consumo agregadas e, por isso, mais precisas, possibilitando a geração de economias de escala (grandes lotes de produção). Nas operações finais de produção, quando se dá a diferenciação do produto em suas diferentes variações, pode tanto haver a postergação à demanda através da montagem contra-pedido (assemble-to-order) – quando os produtos são de alto custo adicionado – quanto à produção para estoque – quando os produtos são de baixo custo adicionado. Nessas operações, as economias de escopo estariam relacionadas com as economias de custo derivadas da produção de uma grande variedade de produtos a partir de módulos e partes intercambiáveis.
Nos EUA, a Saturn (divisão da General Motors) [1] constitui um exemplo de produção em massa com variedade. Dado o modelo de produto acabado (sedan, cabriolet, station wagon ou SUV), o cliente pode exercer suas opções com relação à cor, aos opcionais, aos acessórios (ar, direção hidráulica, trio elétrico, travas, etc.) e aos detalhes de acabamento (frisos, bancos e rodas).
1.2.4 Produção enxuta
A produção enxuta constitui uma variação da produção em massa com variedade, com a maioria – se não a totalidade – das operações de produção sendo disparadas em reação à demanda, já que seus tempos de preparação e resposta são curtos. Partes intercambiáveis e projeto do produto modular asseguram as economias de escopo, que passam a ser dominantes, já que as economias de escala se tornam virtualmente inexistentes.
A Toyota, por exemplo, consegue oferecer variedade, embora com um número reduzido de opções, através de um mecanismo conhecido como “programa diário misto”. No âmbito da produção enxuta, a demanda real é a origem de um programa que permite produzir pelo menos algumas unidades de cada uma das opções todos os dias. O objetivo é assegurar a estabilidade no fluxo de produção com um mix de produtos que permita atender à demanda com o menor nível de estoque possível.
1.12.5 Customização em massa
A customização em massa não deve ser confundida com a produção em massa com variedade ou com a produção enxuta. Nela o cliente fornece informações únicas para a personalização. Essas informações podem ser enquadradas num menu de configurações das partes e dos componentes. No entanto, na customização em massa definitivamente não há estoques de produto acabado e, no limite, toda a produção pode ser contra-pedido. Afinal de contas, os tempos de resposta das operações, e não apenas os tempos de preparação, são reduzidos e próximos de zero.
Em resumo, na produção em massa com variedade e na produção enxuta, os clientes selecionam uma opção dentre um leque de produtos acabados pré-definidos; na customização em massa os clientes fornecem informações personalizadas que são utilizadas para a configuração das partes e dos componentes que vão formar o produto único. Na produção em massa com variedade, é possível haver operações sob a lógica da montagem contra-pedido (assemble-to-order) [2], havendo um misto de economias de escala e de escopo. Tanto na produção enxuta quanto na customização em massa prevalecem a lógica de produção contra-pedido (make-to-order) [3] e as economias de escopo.
Características da customização em massa
Na customização em massa, algumas empresas buscam entregar produtos ou serviços por meio de uma dinâmica rede de times de trabalho relativamente autônomos. Cada time possui uma operação ou uma série de operações específicas pelas quais é responsável. As operações num sistema de customização em massa podem não ser executadas sempre na mesma seqüência, como ocorre nos sistemas típicos de produção em massa. A determinação de quais operações são necessárias e em que seqüência devem ser executadas depende dos desejos e necessidades dos clientes.
Um dos elementos-chave para fazer a customização em massa funcionar é a agilidade na coordenação e na reconfiguração dessa rede de times de trabalho – que envolvem não apenas as operações mas também mão-de-obra extremamente qualificada e peças ou componentes modulares – em direção às necessidades e desejos dos clientes. Cada time de trabalho deve buscar a capacitação contínua e seu desempenho está vinculado ao quão rapidamente suas operações são concluídas. Dessa forma, o sucesso da customização em massa depende do eficaz desenvolvimento, manutenção e combinação dos diferentes times de trabalho no sentido da produção de diferentes configurações de produtos personalizados.
A viabilidade econômica da coordenação e da reconfiguração da rede de times de trabalho se dá segundo as seguintes características:
· O fluxo de informações e de produtos entre os times de trabalho deve ser praticamente instantâneo;
· O fluxo de informações e de produtos entre os times de trabalho deve adicionar pouco ou nenhum custo ao processo;
· Os diferentes times de trabalho devem ser invisíveis para o cliente, de modo que este não tenha que interagir com eles por diferentes motivos;
· Os diferentes times de trabalho devem ser geridos com o mínimo de overhead, permitindo a autogestão e uma relativa autonomia.
· Evidências apontam que a customização em massa de fato resulta em maior variedade de produtos a preços competitivos. Os softwares de configuração ou sistemas configuradores são um exemplo de
· Ferramenta atual-mente disponível para apoiar esse modelo de produção. Esses sistemas são projetados não apenas para configurar rápida e precisamente os produtos de acordo com as necessidades dos clientes, mas também os passos necessários para sua produção e distribuição.
No entanto, a customização em massa possui limites que devem ser observados cuidadosamente. Diversos outros elementos devem funcionar adequadamente, de modo a tornar o modelo de negócio plausível. O estágio atual dos sistemas configuradores ou dos softwares de configuração permite a customização em massa a preços competitivos, com razoáveis tempos de resposta, para alguns poucos atributos de uns poucos produtos. Para que se crie substancial valor para os clientes, é fundamental que os atributos em questão sejam aqueles que realmente diferem fortemente na preferência das pessoas.
Capacitações necessárias à customização em massa
Os sistemas de customização em massa devem buscar desenvolver três capacitações: a interação com os clientes, de modo a obter as informações específicas para a personalização dos produtos; a flexibilidade dos processos produtivos, ou a tecnologia de produção, que permite fabricar o produto de acordo com a informação; e a distribuição, no sentido de assegurar a identificação e a rastreabilidade[4] de cada item e de entregar o produto certo ao cliente certo.
Interação com os clientes
A interação com os clientes é uma capacitação difícil de ser desenvolvida. Os clientes muitas vezes têm problemas em decidir o que realmente querem e, em seguida, comunicar sua decisão. A interação deve se constituir num meio criativo de guiar os clientes através do processo de identificação exata de suas necessidades e desejos. A dificuldade nessa interação depende do tipo de informação necessária para a customização dos produtos. Por exemplo, para gravar o nome do cliente numa carteira, a única informação de que a empresa precisa é o nome. Um maior nível de personalização, todavia, exige maior volume de informações. Os softwares de configuração ou sistemas configuradores podem desempenhar um papel fundamental na interação com os clientes.
Existem quatro tipos de informação nos sistemas de customização em massa: identificação, como nome e endereço; seleções de clientes a partir do menu de alternativas dos softwares de configuração; medidas físicas e reações aos protótipos. Para os dois primeiros, os sistemas de customização em massa empregam computadores e internet. As medidas físicas (por exemplo, roupas, portas, móveis, etc.) geralmente dependem de métodos manuais. As reações aos protótipos não são tão comuns, sendo adotadas principalmente em construtoras e escritórios de arquitetura.
Por exemplo:
· A empresa norte-americana Shirtcreations[5] disponibiliza em seu site na internet um menu amigável para seus clientes com diferentes opções de tecido, cor, colarinho, bolsos, monogramas e mangas. A partir dessas opções, a empresa é capaz de fornecer blusões sociais totalmente personalizados. Nesse caso, o site também fornece instruções para seus clientes tomarem suas próprias medidas corretamente.
· Na Cannondale (www.cannondale.com), fabricante de bicicletas, é disponibilizado um site com um menu amigável para seus clientes com diferentes opções de estilo (montanhismo, passeio e escolar, por exemplo), estrutura, freios, selim, guidão e detalhes de acabamento. A partir dessas informações fornecidas por seus clientes, a empresa é capaz de produzir bicicletas totalmente personalizadas.
· Já na empresa norte-americana Digitoe (www.digitoe.com), fabricante de sapatos personalizados, o cliente deve se dirigir à empresa para que as medidas de seus pés possam ser coletadas por um equipamento específico, que não deixa margem a erros.
· Um exemplo de reações a protótipos é dado pela construtora brasileira Gafisa (www.gafisa.com.br). Em alguns de seus empreendimentos, os compradores têm a opção de escolher uma entre várias opções de plantas, para um mesmo imóvel, disponibilizadas em seu site. As opções vão desde o acabamento até a própria configuração dos cômodos do imóvel.
Flexibilidade do processo produtivo
Alguns processos produtivos são mais flexíveis que outros, no sentido de converter, de modo eficiente e eficaz, informações em produtos personalizados. A flexibilidade na produção passa, necessariamente, por projetos modulares e operações enxutas que permitem a automação do controle dos equipamentos, como, por exemplo, os sistemas CAD/CAM2. No limite, percebe-se que as operações mais flexíveis hoje em dia são aquelas ligadas à informação, o que particularmente explica a explosão da customização em massa nos serviços de informação (p. ex. home banking).
A empresa norte-americana Emusic (www.emusic.com) constitui um exemplo da explosão da customização em massa nos serviços de informação. A partir de um catálogo com mais de 275.000 MP3s, os clientes podem baixar os arquivos a qualquer momento, personalizando seus CDs de música.
Para avaliar o potencial da customização em massa de um processo produtivo industrial, um ponto de partida é a determinação de quantas dimensões espaciais estão envolvidas em cada operação. Operações que envolvem apenas uma dimensão são naturalmente mais adequadas à customização que operações que envolvem três dimensões espaciais. Exemplos de operações unidimensionais são o corte de tacos de golfe e dos cilindros que, montados, formam o quadro ou a estrutura da bicicleta. As operações que envolvem três dimensões espaciais tipicamente operam em dimensões reduzidas, como, por exemplo, as bolas de futebol, basquete e beisebol.
Dessa forma, observando-se os exemplos citados anteriormente, tem-se que, numa possível escala de flexibilidade das operações para a customização, a Cannondale (uma dimensão) viria em primeiro lugar, seguida da Shirtcreations (duas dimensões), da Digitoe e da Gafisa (três dimensões cada). Maior flexibilidade que a Cannondale, só as operações da Emusic ou de home banking, como as do Banco Itaú, por exemplo, que operam apenas com informações (zero dimensão).
Distribuição aos clientes
Após a fabricação do produto personalizado, podem existir operações adicionais de distribuição e transporte. Nelas, deve ser assegurado que alguma informação (pelo menos a identificação do cliente) acompanhe o fluxo de produtos, de modo que o produto certo chegue ao cliente certo. A distribuição direta aos clientes difere substancialmente da distribuição escalonada pelos canais tradicionais, implicando maiores custos unitários e dificuldade em explorar economias de escala no transporte. Evidências ligadas ao comércio eletrônico têm mostrado que “a última milha da distribuição” é um fator crítico para o sucesso e controle dos custos da operação.
Conclusões
Deve se ter sempre em mente que a customização em massa é uma das possíveis maneiras de satisfazer a demanda por variedade. A tradicional produção em massa, adaptada para fabricar pequenas variações de um mesmo produto, continua sendo viável. Uma outra maneira completamente diferente de atender à demanda por variedade é através de produtos flexíveis ou configuráveis, que podem ser adaptados pelos clientes às suas necessidades. Por exemplo, para as montadoras é economicamente mais viável instalar assentos flexíveis e configuráveis nos automóveis no lugar de assentos customizados em massa.
Indícios dos produtos candidatos a customização em massa podem ser obtidos pelos itens que atualmente são produzidos com variações, mas não são personalizados: roupas, materiais de construção, móveis e materiais esportivos. Um mercado de massa também requer várias pessoas dispostas a pagar por atributos únicos e especiais, e que esses atributos sejam capazes de diferenciar precisamente suas preferências.
O tempo de resposta pode ser entendido como a somatória dos tempos de preparação, de processamento ou de transporte efetivos do item ou produto e de espera ou ociosidade na forma de estoques. CAD[6] é a sigla para Computer Aidded Design e CAM[7] é a sigla para Computer Aidded Manufacturing.
[1] Ver mais detalhes em http://.www.gm.com.br
[2] ATO- Assemble-To-Order à montagem conforme pedido
[4] Ferramenta da Qualidade na qual vc parte do momento em que ocorre o problema e procura a causa daquele momento voltando ao início.
[5] (www.shirtcreations.com)
[6] Desenho auxiliado pelo computador, aumentando a produtividade em até 8 vezes em relação ao tradicional.
[7] Manufatura auxiliada pelo computador
Material elaborado pelo Prof. Ms Délvio Venanzi / UNISO
Usado com autorização por Prof. Ms.Argemiro Rodrigues de Sousa
Conteúdo
1.4.1. Introdução / fundamentos
1.4.2. Inter-relações
1.4.2.1. Tipos de operações
1.4.2.2. Tipos de transformação
1.4.2.3. Tipos de serviços
1.4.3. Estratégia de Produtividade
1.4.3.1. Definição
1.4.3.2. Cálculos de produtividade
1.4.3.3. Produtividade versus Eficiência e Eficácia
1.4.4. Seleção de processos em manufatura
1.4.4.1. Arranjo físico
1.4.4.1.1. Características
1.4.4.1.2. Técnicas para ajustes de layout
1.4.4.2. Análise dos fluxos operacionais
1.4.4.2.1. Análise VAT
1.4.4.2.2. Gargalo e flutuações estatísticas.
1.4.4.3. Quanto ao fluxo:
1.4.4.3.1. Fluxo em linha
1.4.4.3.2. Fluxo em lotes intermitentes
1.4.4.3.3. Fluxo em lotes (batchs)
1.4.4.4. Quanto às ordens:
1.4.4.4.1. Fabricação para estoque (JIC)
1.4.4.4.2. Fabricação por processo híbrido
1.4.4.4.3. Fabricação por Modularização
1.4.4.4.4. Fabricação JIT
1.4.4.4.5. Fabricação por JIT - sincronismo (T-P-C)
1.4.5. Projeto do produto e de serviços
1.4.5.1. Confiabilidade
1.4.5.2. Taxa de falhas, Backup´s
1.4.5.3. Cálculos de Falhas
1.4.6. Localização Industrial
- Avaliação de alternativas(CG, Gráfica-CF/CV;Método dos Momentos)
segunda-feira, 26 de julho de 2010
A importância estratégica das decisões de layout
A importância estratégica das decisões de layout
O arranjo físico (ou layout ) é uma das principais decisões que determinam a eficiência de longo prazo das operações. Ele tem numerosas implicações estratégicas por estabelecer as prioridades competitivas da organização em relação à capacidade, aos processos, à flexibilidade e ao custo, assim como à qualidade do local de trabalho, ao contato com o cliente e à imagem. Um arranjo físico eficaz pode ajudar uma organização a conseguir uma vantagem estratégica que proporcione diferenciação, baixo custo ou resposta.
Em qualquer situação, o projeto de arranjo físico deve procurar conseguir o seguinte:
- Maior utilização do espaço, equipamentos e pessoas.
- Melhor fluxo de informações, materiais ou pessoas.
- Melhor moral dos empregados e condições de trabalho mais seguras.
- Melhor interação com os consumidores e clientes.
- Flexibilidade (qualquer que seja o arranjo físico atual, será preciso modificá-lo).
A necessidade de se fazer um planejamento do arranjo físico surge tanto durante o projeto de novas instalações como quando se reformulam projetos de instalações pré-existentes. Os motivos mais comuns para reformulação de projetos de arranjo físico são os seguintes:
- A ineficiência das operações.
- Acidentes, ou riscos à integridade física e à segurança.
- Mudanças no projeto de produtos ou serviços.
- Introdução de novos produtos ou serviços.
- Mudanças no volume de produção, ou no mix de produção.
- Mudanças nos métodos ou no equipamento.
- Mudanças em requisitos ambientais, ou outros de ordem legal.
- Problemas relacionados com o moral do pessoal.

Tipos básicos de arranjo físico
Arranjo físico por produto
Os arranjos físicos por produtos são utilizados para se obter um fluxo suave e veloz dos bens ou clientes cujo trânsito pelo sistema ocorre em grande escala. Isto se torna possível por meio de bens ou serviços altamente padronizados, que demandam operações de processamento também altamente padronizadas (repetitivas). Neste tipo de arranjo físico, o trabalho é dividido em uma série de tarefas padronizadas, permitindo a especialização da mão-de-obra e do equipamento. Os grandes volumes processados por esses sistemas geralmente fazem com que seja economicamente viável investirem-se somas substanciais nos equipamentos e no projeto de trabalho. Pelo fato de estarem envolvidos poucos itens muito semelhantes, ou então apenas um, torna-se viável configurar o arranjo físico para corresponder a requisitos de processamento tecnológico para produto ou serviço.
As principais vantagens deste tipo de arranjo físico são:
- Uma maior velocidade de produção.
- Custos unitários menores, devido ao volume elevado; o alto custo do equipamento especial é diluído entre muitas unidades.
- Por ser a mão-de-obra especializada, os custos e o tempo de treinamento são mais reduzidos, e a amplitude de controle da supervisão é maior (menor número de supervisores)
- Baixo custo unitário de movimentação de materiais; a movimentação dos materiais é simplificada porque as unidades obedecem à mesma seqüência de operações.
- Um alto grau de utilização de mão-de-obra e do equipamento.
- O roteiro e a programação são estabelecidos no projeto inicial do sistema.
- As funções de contabilidade, compras e controle de estoque são relativamente rotineiras.
As principais desvantagens deste tipo de arranjo físico são:
- A divisão intensiva do trabalho geralmente cria funções monótonas, repetitivas que dão poucas oportunidades para o avanço profissional e podem levar a problemas de moral baixa e a repetidas manifestações de estresse.
- Trabalhadores não-especializados podem demonstrar pouco interesse na conservação do equipamento ou na qualidade da produção.
- O sistema é pouco flexível em respostas a mudanças no volume de produção ou a mudanças no projeto do produto ou processo.
- O sistema é altamente suscetível a paralisações causadas por falhas no equipamento ou por absenteísmo excessivo.
- A manutenção preventiva, a capacidade de execução rápida de reparos e os estoques de peças de reposição constituem uma despesa necessária.
- A aplicação de planos de incentivos atrelados à produção individual é impraticável, uma vez que causaria variações na produção individual dos trabalhadores, afetando adversamente a suavidade do fluxo de trabalho através do sistema.
Exemplos de arranjo físico por produto:
Linha de restaurante self-service;
Linha de montagem;
Linha de lavagem de carros.
Arranjo físico por processo
Os arranjos físicos por processo são projetados para processar itens ou fornecer serviços que envolvam uma variedade de requisitos de processamento. Este tipo de arranjo físico resulta em departamentos ou outros agrupamentos funcionais nos quais são executadas espécies de atividades semelhantes. Os itens são movidos em lotes para os departamentos, em uma seqüência ditada por considerações de ordem técnica. Produtos diferentes podem apresentar requisitos e seqüência de operação bastante diferente. A utilização de máquinas de uso geral fornece a flexibilidade necessária quando é preciso lidar com uma ampla faixa de requisitos de processamento. Os trabalhadores que operam os equipamentos são geralmente especializados ou semi-especializados.
Em um arranjo físico por processo, pelo fato de o equipamento estar disposto segundo o tipo de equipamento, e não segundo a seqüência de processamento, o sistema torna-se muito menos vulnerável a falhas mecânicas ou a absenteísmo.
As vantagens deste tipo de arranjo físico são:
- Os sistemas podem atender uma variedade de requisitos de processamento.
- Os sistemas não são muito vulneráveis a falhas de equipamento.
- Os equipamentos de uso geral têm normalmente um custo mais baixo do que os equipamentos de uso especial, além de manutenção mais simples e barata.
- Possibilidade de utilizar sistemas de incentivo individual.
As desvantagens deste tipo de arranjo físico são:
- O custo dos estoques em processamento pode ser alto se no sistema de fabricação for utilizado o processamento em lotes.
- A definição de roteiros e a programação tendem a ser mais complexos.
- O grau de utilização do equipamento é baixo.
- A movimentação de materiais é lenta e ineficiente, sendo mais dispendiosa por unidade movimentada do que nos arranjos físicos por produtos.
- A complexidade dos cargos reduz a amplitude de supervisão e resultam em custos de supervisão mais altos.
- É necessária atenção especial para cada produto ou cliente, e os volumes mais baixos resultam em custos unitários mais altos do que com arranjos físicos por produto.
- As funções de contabilidade, controle de estoques e compras são muito mais exigidas.
Os exemplos de arranjo físico por processo são:
hospitais;
bancos;
universidades;
supermercado;
empresa metalúrgica.
Arranjo físico de posição fixa
Nos arranjos de posição fixa, o item trabalhado permanece estacionário, e os trabalhadores, materiais e o equipamento são deslocados conforme a necessidade. Quase sempre, e a natureza do produto: o peso, as dimensões, a forma, ou alguns outros fatores fazem com que a seja inconveniente ou extremamente difícil a movimentação do produto. Devido a numerosas atividades diversificadas que são executadas em grandes projetos, e devido à amplitude da faixa de habilidades requeridas, os esforços especiais são necessários para coordenar as atividades, e a amplitude do controle pode ser bastante estreita. Por esses motivos, os custos administrativos são muito mais elevados do que seriam sob outra condição de arranjo físico. Nesses casos, a movimentação pode ser um aspecto importante ou não.
Os exemplos de arranjo físico de posição fixa são:
construção de estradas;
atividades de agropecuária;
perfuração de poços de petróleo;
UTI de um hospital.
Arranjo físico híbrido
Os três tipos básicos de arranjo físico são modelos ideais, que podem ser alterados para satisfazer as necessidades de determinada situação. Não é difícil encontrar arranjos físicos que representam alguma combinação desses tipos puros de arranjo físico.
Os arranjos físicos por processo e por produto representam duas extremidades de um amplo espectro de possibilidades que vai desde o processamento de pequenos lotes até a produção contínua.
De forma ideal, um sistema deveria ser flexível, e ainda assim eficiente, com um baixo custo unitário de produção. A fabricação celular, a tecnologia de grupo e a fabricação flexível representam esforços de deslocamento em direção a este ideal.
Produção celular
Os arranjos de células de trabalho são usados quando o volume justifica um arranjo especial de máquinas e equipamentos. Em um ambiente de produção, a tecnologia de grupo identifica produtos que tem características semelhantes e permite que não apenas um lote específico, mas uma família de lotes seja processada em uma célula específica de trabalho.
A idéia de célula de trabalho é rearranjar pessoas e máquinas que geralmente estão espalhadas por diversos departamentos de processos e colocá-las temporariamente em um pequeno grupo, de modo que elas podem focalizar a produção de um único produto ou de um grupo de produtos relacionados. A célula de trabalho, portanto, é organizada em torno do produto.
As vantagens das células de trabalho são:
1. Estoque reduzido de produto em processo porque a célula de trabalho é criada para proporcionar um fluxo balanceado de máquina para máquina.
2. Menos espaço no chão de fábrica porque é necessário menos espaço entre as máquinas para acomodar o estoque de produto em processo.
3. Estoques de matéria-prima e de produtos acabados reduzidos porque menos produto em processo permite a movimentação mais rápida de materiais na célula de trabalho.
4. Custo reduzido de mão-de-obra direta por causa da melhor comunicação entre os empregados, do melhor fluxo de material e da melhor programação.
5. Sentimento intensificado de participação do empregado na organização e no produto porque os empregados aceitam maior responsabilidade sobre a qualidade do produto que está diretamente associada a eles e à sua célula de trabalho.
6. Maior utilização de equipamentos por causa da melhor programação e do fluxo mais rápido de materiais.
7. Investimento reduzido em máquinas e equipamentos porque a boa utilização das instalações reduz o número de máquinas e a quantidade de equipamentos e de ferramental.
Os requisitos da produção celular incluem:
1. Identificação de famílias de produtos, muitas vezes por meio de uso de códigos da tecnologia de grupo ou equivalentes.
2. Um alto nível de treinamento e flexibilidade por parte dos empregados.
As células de trabalho e as linhas de montagem são por vezes organizadas em forma de U. As instalações com este formato possuem as seguintes vantagens sobre as formas retilíneas: como as tarefas podem ser agrupadas, a inspeção muitas vezes é imediata; são necessários menos trabalhadores; os trabalhadores podem alcançar em espaço maior da área de trabalho; a área de trabalho pode ser mais eficientemente balanceada; e a comunicação é melhorada.
Tecnologia de grupo
Em uma fabricação celular eficaz, é preciso que existam grupos de itens selecionados, que tenham características semelhantes de processamento. O processo de agrupamento é conhecido com tecnologia de grupo, e envolve a identificação de itens que tenham algumas características de projeto ou de fabricação similares, e seu subseqüente agrupamento em família de peças. As características de projeto incluem o tamanho, a forma e a função; as características de fabricação envolvem o tipo e a seqüência das operações requeridas.
Há três métodos principais:
- A inspeção visual é o método de menor precisão entre os três, mas também o menos dispendioso e o mais simples.
- O exame dos dados de projeto e produção é o mais preciso, porém consome muito mais tempo; ele talvez seja o método de análise utilizado com maior freqüência.
- A análise de fluxo de produção tem uma perspectiva de fabricação, e não de projeto. Através de análise, se procura descobrir semelhanças existentes, examinando-se as necessárias seqüências de operações e os roteiros entre máquinas.
Bibliografia básica:
| STEVENSON, William J. Administração das operações de produção. Rio de Janeiro: LTC, 2001. HEIZER, Jay H.;RENDER, Barry. Administração de operações. Rio de Janeiro: LTC, 2001. RITZMAN, Larry P..; KRAJEWSKI, Lee J. Administração da produção e operações. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004. |
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